A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 30/11/2020
O sufrágio foi conhecido às mulheres brasileiras apenas na década de 1930, após mais de 40 anos desde a Proclamação da República, durante o governo de Getúlio Vargas. Com isso, torna-se relevante a discussão acerca da participação feminina no mercado de trabalho, visto que antigamente seus direitos básicos de exercer a cidadania não eram nem regularizados. É importante ressaltar que há uma problemática graças às raizes históricas patriarcais brasileiras, e também pela desigualdade salarial, que ocorre até os dias atuais.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que, embora a participação da mulher no mercado profissional seja crescente, esta é marcada pela desigualdade no salário, caso comparada ao dos homens. Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) concluiu que elas ganham menos em todos os setores. Em alguns, por exemplo, a diferença pode chegar a 56%. Nesse sentido, tal injustiça é condenável, afinal a diferença de gênero não implica jamais na diferença de competência e produtividade.
Ademais, outro ponto importante é a cultura patriarcal enraizada na sociedade brasileira, na qual o homem possui como função primordial a de sustentar financeiramente a casa, enquanto a mulher deve se preocupar apenas com os afazeres domésticos. Nesse sentido, tem-se a colocação da filósofa francesa Simone de Beauvoir: “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.” Com isso, a participação feminina no mercado das profissões promove uma maior autonomia, um direito básico que o sexo oposto já possui há tempos.
Portanto, é necessário que o Poder Legislativo, no âmbito federal, elabore leis, por meio da criminalização e fiscalização da desigualdade salarial apenas por gênero, algo muito recorrente no pais, a fim de garantir o princípio da isonomia, presente na Constituição Cidadã, de que todos são iguais perante a lei. À vista disso, no futuro haverá uma equidade antes inimaginável, no Brasil do século XX.