A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 16/11/2020

Ao longo dos anos as mulheres foram responsáveis por inúmeros movimentos que reivindicavam seus espaços na sociedade, seja na busca pelo voto, pelo ensino ou pela garantia do divórcio no século XX. Atualmente, novas demandas mobilizam a luta feminina, dentre elas tem-se a independência financeira por meio de sua sustentabilidade no mercado de trabalho. A partir disso, urge analisar as dificuldades enfrentadas por elas para conseguirem ingressarem no mercado formal e a importância das políticas públicas para validar a equidade de gênero no Brasil.

Mormente, no drama coreano “Romance is a bônus book”, é mostrado a vivência da personagem Dan-I a qual sofre preconceitos ao tentar reingressar no mercado de trabalho após a maternidade e o divórcio. Desse modo, após muitas tentativas falhas, ela aceita um subemprego descondizente ao seu grau de formação acadêmica. Sobre isso, analogamente, as mulheres brasileiras sofrem o mesmo que o exemplo supracitado, pois, uma vez que não têm onde deixar seus filhos, por exemplo, optam pelo trabalho doméstico não remunerado, subempregos ou passam a ser dependentes de outras pessoas, como seus familiares.

Sob outra ótica, no que tange as mulheres em situação ocupacional, nota-se que há outras dificuldades, como a não equiparação salarial com os homens em mesma função e a falta de oportunidades para assumirem níveis de liderança organizacional. Sobre isso, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) é a igualdade de gênero. Em suma, a entidade reconhece esses gargalos sociais e incentiva políticas reparativas para a classe feminina, tal como busca o apoio social para aquelas em trabalho doméstico, igualdade em cargos de alta hierarquia e propõe uma responsabilidade compartilhada nas demandas do lar, tanto para homens quanto para mulheres.

Destarte, faz-se mister a implementação de políticas sociais com o fito de apoiar a participação feminina na economia formal do país. Portanto, cabe ao Estado propor facilitadores econômicos, como redução de impostos, para incentivar as empresas a incorporarem mulheres nas grades de funcionários – tal como já ocorre com outros grupos em situação de vulnerabilidade e desigualdade. Além disso, em coalizão com instituições sem fins lucrativos, influenciar o empreendendorismo colaborativo, principalmente nas comunidades, para que elas possam garantir sua independência financeira, seja por meio do trabalho para terceiros ou autônomo. Desse modo, será possível alinhar o país a Agenda 2030 da ONU de igualdade de gênero e garantir plena participação feminina no mercado de trabalho..