A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/11/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todos os indivíduos precisam ser tratados com a mesma importância. Porém, a questão da mulher no mercado de trabalho contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Desse modo, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar esse cenário caótico, que possui como causas: insuficiência legislativa e silenciamento.

Primeiramente, a insuficiência de leis é uma causa latente da problemática, interferindo seriamente em uma resolução. De acordo com a Constituição Federal, todas as pessoas possuem direito pleno. No entanto, no que tange à mulher no mercado trabalhista, há uma lacuna direcionada aos direitos, visto que, infelizmente, essas possuem salários inferiores aos homens e encontram maiores dificuldades ao inserir-se no mercadejo de serviços.

Em segundo plano, outra dificuldade enfrentada é o silenciamento. Conforme Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, a falta de debates acerca da mulher no mercado de trabalho é um enorme empecilho para a solução desse problema. Nesse sentido, trazer à pauta essa temática e discuti-la amplamente é de extrema importância, já que, a cada dia que passa, cresce o número de mulheres almejando fazer parte desse mercado, e com o Feminismo - conjunto de movimentos políticos, sociais e ideológicos femininos -, elas buscam maiores igualdades na sociedade.

Portanto, faz-se necessário uma intervenção. Para que isso ocorra, o governo, em parceria com os sindicatos trabalhistas, deve reforçar as leis ligadas ao trabalho feminino e debater sobre elas, por meio de canais midiáticos - como televisão, internet e rádio -. Tais ações serão feitas a fim de que as mulheres deixem de ser prejudicadas no mercado de trabalho e, finalmente, possam ter maior igualdade perante o restante dos cidadãos brasileiros.