A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Durante muito tempo, as funções das mulheres se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Afinal, o homem devia atuar como provedor do lar. Esse cenário começou a mudar, sobretudo, a partir da segunda metade do século 18, com a Revolução Industrial, em que trabalhava a mesma carga horária que o homem e ganhando menos que eles. Passaram-se mais de dois séculos e as mulheres continuam reivindicando melhorias não só nas condições de trabalho bem como salarial. O papel ocupado pela mulher no mercado de trabalho nunca foi de tanto destaque, mas ainda não há motivos para comemorar.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), elas estão mais presentes nas vagas de emprego, embora ainda abaixo dos homens. Além disso, em 2018, o rendimento médio das mulheres com emprego foi 20,5% menor do que o dos homens. Isso sem comparar os cargos ocupados por ambos. Em uma pesquisa no site UniCesumar, diz assim: “Antes era muito mais comum ver certas profissões exercidas somente por homens. É claro que isso ainda é uma realidade em algumas áreas, como as ligadas à tecnologia, por exemplo. Mas a maior desigualdade está relacionada ao lugar ocupado por homens e mulheres na hierarquia das empresas.” Tanto que isso é o que justifica parte da desigualdade salarial. Mesmo já sendo maioria em algumas profissões, os homens ainda dominam os cargos mais altos. Ainda de acordo com o IBGE, apenas 41,8% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres.

Portanto, para diminuir a diferença salarial entre homens e mulheres e aumentar a participação feminina no mercado de trabalho, é necessário que haja a priorização de vagas e a ampliação do número de creches e escolas em tempos integrais, para que as mulheres possam colocar seus filhos possibilitando um aumento na sua jornada de trabalho. Também deve haver adição de incentivos na mídia e escola, para que a mulher tenha clareza de que não é inferior, tampouco incapaz de inserir-se em áreas ocupadas por homens.