A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Nas últimas décadas do século XX, presenciamos a inserção crescente da mulher no campo do trabalho, ocasionado pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais. Os avanços nas últimas décadas são inegáveis, mas alguns desafios ainda estão presentes quando o assunto é a presença das mulheres no mercado de trabalho, a exemplo do acesso a cargos de chefia e a equiparação salarial com homens que ocupam os mesmos cargos ou ocupações. Isso porque a discriminação ainda existe e a igualdade ainda não faz parte da realidade da maioria.
Segundo dados do IBGE de 2000, a PEA brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos, e uma constatação recorrente é a de que, independente do gênero, a pessoa com maior nível de escolaridade tem mais chances e oportunidades de inclusão no mercado de trabalho. Conforme estudos recentes, verifica-se, mesmo que de forma tímida, uma maior inserção da mulher maior no mercado de trabalho. Constata-se, também, uma significativa melhora entre as diferenças salariais quando comparadas ao sexo masculino.
Dessa maneira podemos perceber que apesar dos desafios as mulheres têm conseguido não só aumentar sua representatividade no mercado de trabalho, como também diminuir a desigualdade salarial existente entre os sexos. Infelizmente a maior parte desse avanço foi feito sem amparo do governo. Uma das formas mais eficazes de diminuir as desigualdades entres os sexos seria o incentivo governamental à participação ativa das mulheres no mercado de trabalho e fiscalização dos salários oferecidos a homens e mulheres que ocupam os mesmos cargos, para que assim a desigualdade salaria diminua.