A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Com a inserção das mulheres no mercado de trabalho durante a Revolução Industrial, vieram as dificuldades em equilibrar uma rotina de trabalho e de cuidar do lar. Mesmo com a Promulgação da lei dos direitos humanos pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, que garante a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero e o bem estar social, essa situação não mudou até hoje, visto que as mulheres não possuem os mesmos direitos e oportunidades que os homens no mercado de trabalho. Deste modo, as barreiras sociais que atrasam o desenvolvimento profissional das mulheres devem ser quebradas, tendo em vista que grande parte delas são bem mais capacitadas que os homens.

O tratamento às mulheres no ambiente de trabalho se configura como uma injustiça, pelo fato de ainda existirem pensamentos machistas de que a função da mulher se limita a cuidar do lar, do marido e dos filhos. Entretanto, os números de participação das mulheres no mercado de trabalho tem crescido anualmente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1950, apenas 13,6% das mulheres eram economicamente ativas, já os homens ocupavam 80,8%. Em 2010, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu e passou a ser de 49,9%. Apesar desse aumento exponencial de mulheres empregadas, os tipos de ocupação, os cargos e os salários dessas mulheres não acompanharam a evolução do número de postos de trabalho. Existe ainda uma enorme distância entre homens e mulheres nesse cenário.

Portanto, para acabar com esse problema, cabe ao Ministério do Trabalho regulamentar salários iguais entre gêneros por meio da fiscalização das folhas salariais dentro da empresa. Além disso, estabelecer um equilíbrio de cargos entre homens e mulheres dentro da empresa, por meio de processos seletivos justos, em que não haja interesse de gêneros. Com a tomada dessas medidas seria possível a melhora da situação atual das mulheres brasileiras no mercado de trabalho.