A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

São diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social, constituindo, a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade.

Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira, que foi a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho, fato este explicado pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais.

Para compreender a posição das mulheres no mercado de trabalho hoje, não adianta olhar apenas para os dados atuais. É preciso voltar algumas décadas e pensar sobre o lugar ocupado por elas.

Até a década de 1940, quando a industrialização começou a acontecer no Brasil, as mulheres exerciam somente o papel de administradoras do lar. Ou seja, a maioria delas era sustentada pelo marido e se dedicava a cuidar da casa e dos filhos.

As que não faziam parte desse grupo geralmente eram viúvas ou mulheres solteiras que precisavam se sustentar. Porém, elas exerciam atividades malvistas pela sociedade brasileira da época, como as relacionadas à culinária e ao artesanato, por exemplo.

Foi mesmo a partir dos anos 1970 que elas começaram, de fato, a ocupar outros espaços fora das casas. Isso porque passaram a exercer funções consideradas um pouco mais relevantes pela sociedade, como de costureiras, professoras ou funcionárias do comércio.

Hoje muitas mulheres no Brasil sustentam suas famílias, trabalham em diferentes áreas do mercado e possuem os próprios planos de carreira. Além disso, elas estão sempre em busca de mais qualificação para conseguir vagas de emprego melhores e com mais benefícios. Porém, não da pra se negar que as mulheres ainda sofrem com esse problema.