A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Até a década de 1940, quando o Brasil começou a se industrializar, as mulheres desempenhavam apenas o papel de cuidadoras da casa. Em outras palavras, a maioria delas tinha o sustento de seus maridos e ficava comprometida em cuidar da casa e dos filhos.Com o desenvolvimento da indústria, a situação começou a mudar. As mulheres também começaram a trabalhar em indústrias que necessitavam de mais trabalho, ou seja, mais mão de obra.

Devido aos baixos salários, o setor industrial começou a dar prioridade ao trabalho das mulheres. Embora tenham começado a trabalhar fora de casa, o marido ainda era o principal provedor de mais renda da casa. Portanto, o trabalho industrial tenha ajudado as mulheres a entrar no mercado de trabalho, eles aumentaram a desigualdade devido aos diferenciais salariais.

Os dados foram confirmados pelo Ministério do Trabalho do Brasil, que mostra que o número de mulheres em empregos formais aumentou de 40,8% em 2007 para 44% em 2016. Apesar dos progressos realizados, os dados não são consistentes com o percentual de mulheres na população brasileira. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Estatística Geográfica (IBGE), elas já são os principais membros aqui, respondendo por 51,03%.

Nos dias de hoje, as mulheres já apresentam uma grande representatividade dentro do mercado de trabalho, já sustentam suas  famílias, e possuem seus próprios planos em suas carreiras. Mas ainda há certas questões que permanecem parte da realidade feminina no mercado de trabalho. Por exemplo, a desigualdade salarial ainda é algo bem presente nas jornadas de trabalho de uma mulher, mesmo que ela ocupe um mesmo cargo que um homem, ainda irá haver uma pequena diferença salarial, também podemos citar como exemplo uma situação que muitas mulheres enfrentam em seu dia a dia, que é a dupla jornada de trabalho.

Muitas das vezes a mulher tem uma longa jornada de trabalho em um dia, e quando chega em sua casa se depara com o trabalho doméstico, como por exemplo, fazer comida, limpar a casa, cuidar dos filhos, lavar as roupas, dentre outros. Segundo a pesquisa do IBGE, as mulheres passam o dobro do tempo em atividades familiares que os homens. Os homens passam em média 10,9 horas por semana, enquanto as mulheres passam 21,3 horas. Portanto, elas têm um dia de trabalho duplo. Após a chegada do serviço, além da maior responsabilidade pelo cuidado diário, eles também precisam dedicar mais tempo às tarefas domésticas todos os dias.

Embora leve tempo para superar todos os desafios da desigualdade, elas estão progredindo devido a seus próprios esforços e lutas diárias.