A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Mulher
São diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero. Constituindo, a partir daí as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, na vida em sociedade. Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira, que foi a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho.
Um estudo realizado com base em números do IBGE mostra que a participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou nos últimos seis anos. Em março de 2012, quase 37 milhões de mulheres faziam parte da população ocupada. Em junho de 2018, o número chegou perto dos 40 milhões. Mesmo assim falta muito para dividir o espaço com os homens. Eles ocupam mais da metade dos postos de trabalho e ganham, em média, 30% a mais.
No Brasil 27%, admitem que se sentem desconfortáveis em ter uma mulher como chefe, mostram dados da pesquisa “Atitudes Globais pela Igualdade de Gênero”. Esse percentual no Brasil se iguala ao de países como Índia, Coreia do Sul e Malásia, lugares onde a aversão à liderança feminina é bem maior que a média mundial, de 17%, segundo estudo da Ipsos.
Levando-se em consideração esses aspectos, desde a mais tenra idade, somos levados a acreditar que nem tudo é para todos, e que homens e mulheres têm funções diferentes e predefinidas que não podem ser modificadas, temos que começar a conscientizar as pessoas de nova. Além disso, os responsáveis pela administração das organizações precisam agir sistematicamente, reunir dados para estabelecer parâmetros para a discussão sobre a desigualdade de gênero nos locais de trabalho. Métricas de paridade de gênero podem, de fato, contribuir para um diálogo mais aberto e baseado em fatos, ao invés de em meras especulações.