A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
A missionária católica Madre Tereza de Calcutá afirmava sobre as mulheres, “por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”. Na contemporaneidade, as mulheres vem ganhando maior espaço no mercado de trabalho e quebrando diversos tabus, porém ainda são a minoria no âmbito profissional. Outrossim, percebe-se desde décadas passadas, o machismo enraizado na sociedade brasileira, quando as mulheres eram limitadas a cuidarem da casa e dos filhos, enquanto o homem era o provedor do lar. Nesse sentido, convém destacar, a dificuldade de ocupação feminina nas funções trabalhistas no que tange a desigualdade da remuneração em relação ao homem. Em vista disso, urge a importância de debater o assunto.
A priori, ressalta-se o fato de que as mulheres brasileiras são a minoria no âmbito profissional, devido a condição de terem que provar sua competência, já que em determinados cargos, tendem a optar pela contratação e confiança em homens “mais experientes”. De maneira análoga, tal problema infere diretamente no empenho e até mesmo na procura de emprego por parte feminina. Como ressalta-se Dilma Rousseff, a ex-presidente da República do Brasil, “a igualdade de oportunidades para homem e mulheres é um princípio essencial da democracia”. Logo, em razão de uma sociedade desigual, a manipulação comportamental social, torna-se evidente e problemática.
A posteriori, ressalta-se a falta de valorização feminina na igualdade salarial, os cargos ocupados por homens na hierarquia empresarial são os mais altos, isso explica parte da desigualdade de remuneração. Assim, ao não ser promovida a igualdade de oportunidades, ocorre a alocação dos indivíduos de forma incompetente no mercado de trabalho. Explica tal fato a pesquisa do Instituto de Geografia e Estatísticas - IBGE, mostrando que mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 a 2018, trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens ocupando cargos iguais no país. Assim, torna-se nítido a importância social para que tais dados mudem.
Em síntese, há necessidade da criação de medidas que igualem a figura masculina e feminina no mercado de trabalho. Assim sendo, a fim de alcançar melhorias, cabe ao Governo Federal, através de decretos e leis, garantir uma lei para igualdade salarial. Cabe ainda, o engajamento da sociedade e das empresas, na criação de um ambiente de trabalho estimulante às mulheres, por meio de possibilitação de licença maternidade, valorização de sua competência, projetos culturais com influências representando a força feminina. Dessa forma, será possível alcançar maior espaço para às mulheres no âmbito profissional e assegurá-las de seus direitos dentro da empresa.