A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Sabe-se que são diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social.
Atualmente observa-se que o rendimento, formalização e disponibilidade de horas para trabalhar são alguns dos elementos que permanecem desiguais entre homens e mulheres no ambiente profissional. É o que mostram os dados do estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, do IBGE. Segundo a pesquisa, as mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana do que os homens – considerando trabalho remunerado, atividades domésticas e o cuidado de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham 76,5%, em média, do rendimento dos homens – diferença que tem caído ao longo dos anos, mas que ainda existe de maneira marcante. Um dos fatores apontados pelo estudo é a presença menos frequente das mulheres no alto escalão das empresas. Dados dos censo demográfico do IBGE mostram que, em 1950, apenas 13,6% das mulheres eram economicamente ativas. No mesmo período, o índice dos homens chegava a 80,8%.
Sessenta anos depois, os dados de 2010 mostraram que a participação feminina mais que triplicou, passando para 49,9%. Entre os homens, por outro lado, o dado caiu para 67,1%.
Ao longo das últimas décadas, foi possível perceber sinais de progresso em termos de igualdade de gênero no mercado de trabalho. Ainda assim, permanece uma grande diferença entre homens e mulheres em termos de oportunidade e qualidade de emprego. Apesar das vagas de empregos serem ainda difíceis para as mulheres, os movimentos de empoderamento feminino e grupos que atuam na luta pela igualdade de gêneros apresentam alternativas muito interessantes para juntar forças e abrir espaço no mercado de trabalho para as mulheres. Em virtude dos fatos mencionados, cabe a todos nós nos juntarmos às mulheres nesta batalha diária, para que assim elas conquistem o espaço que merecem, não só no mercado de trabalho, mas em quaisquer lugares que desejem atuar e se destacar.