A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 09/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que não só o sexismo existente desde a antiguidade na sociedade, mas também a disparidade salarial alarmante, evidenciam como é tratada a mulher brasileira no mercado de trabalho, o que é contrário ao seu potencial e desempenho profissional. Diante desse cenário, torna-se indispensável uma reforma nas condições de trabalho oferecidas, assim como atenuar a discriminação sexual.

Primeiramente, é importante ressaltar as péssimas condições de serviços oferecidas as mulheres. Mesmo estudando mais, as mulheres brasileiras, maioria da população do país (51,7%), segundo o IBGE (Instituto brasileiro geográfico de estatística) lideram as taxas de desemprego e ganham menos. Entretanto, isso deixa claro as perdas econômicas para as trabalhadoras, bem como um sentimento de inferioridade. Contrário a esse cenário, países Europeus estão na lista do Índice Global Gender Gap com alto índices de igualdade de gênero com destaque para Islândia e Finlândia que estão em primeiro e segundo lugar respectivamente. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Vale ressaltar ainda, o sexismo que deixa claro o preconceito ainda presente na sociedade do século XXI. Desse modo, a estrutura familiar criada na ancianidade, em que a mulher era responsável pela gestão da casa e da criação dos filhos não faz mais sentido na atualidade, porém, essa visão se estende para o mercado de trabalho e faz com que haja uma diferença salarial entre homens e mulheres. Portanto pode-se perceber que o debate a acerca da igualdade de gênero é imprescindível para a construção de uma sociedade mais igualitária.

Depreende-se, portanto, a relevância da figura feminina no mercado de trabalho. Para que isso ocorra, o Governo deve promover uma conscientização sobre a valorização da mulher no mercado de trabalho, por meio de campanhas, palestras em escolas, anúncios na mídia a fim de acabar com o estereótipo de inferioridade do sexo feminino. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos elencados na Magna Carta.