A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Com o desenvolvimento e crescimento das indústrias, o Brasil passou por diversas transformações sociais e estruturais, como o aumento da urbanização, a redução da taxa de natalidade e o acesso à informação, o que facilitou e impulsionou a entrada da mulher brasileira no mercado de trabalho.
Em primeiro lugar deve-se ressaltar o crescimento do número de mulheres que possuem um trabalho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 1950 apenas 13,6% das mulheres possuíam alguma renda, em 2010 esse número passou a ser de 49,9%. O crescimento do número de mulheres no mercado de trabalho é extremamente importante para a economia brasileira, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o Brasil poderia expandir sua economia em R$ 385 bilhões, caso haja um aumento de ¼ das mulheres no mercado de trabalho até 2025.
Apesar das mudanças que vem acontecendo, o número de mulheres empregadas ainda é bem menor quando comparado aos homens. Há discriminação e desigualdade devido ao tipo de função que exercem, sendo 39,1% dos cargos gerencias e 61% dos trabalhos precários e informais ocupados por mulheres (IBGE). Além disso, outra questão a salientar é que apesar da maior escolaridade das mulheres brasileiras (IBGE), elas ainda enfrentam problemas relacionados a diferença salarial em relação aos homens.
Tendo em vista os citados, os sindicatos em parceria com o Ministério do Trabalho e os governos locais, deveriam intensificar a fiscalização sobre as empresas que não cumprirem o artigo 7º XXX da Constituição de 1988 e também criar programas de incentivo à inserção da mulher no mercado de trabalho. Assim, haverá um aumento econômico para o país e garantia de condições e oportunidades iguais entre homens e mulheres.