A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Desde o início da sociedade a imagem da mulher está ligada a ações domiciliares, cuidando dos filhos e da casa, toda via com a progressão da indústria no Brasil foi necessária uma mão de obra extra. As mulheres ganharam espaço no mercado de trabalho, porém elas ainda não têm os mesmos benefícios que os homens, e isso é causado por um imaginário cultural.

Apesar da diferença entre a quantidade de mulheres e homens que tem o ensino superior completo em nosso país (12,1% para homens e 20,4% para mulheres), elas têm a média da renda salarial menor. Essa desigualdade salarial ocorre por uma hierarquização nos cargos exercidos, empregos que as empresas destinam a homens são considerados mais importantes e são mais bem pagos. 76,8% dos homens trabalham em empregos formais enquanto as mulheres são 71,1%.

A ideologia cultural de que mulheres tem que ter prioridades familiares e que a gravidez pode influenciar no desempenho dela na empresa, mesmo quando a maioria das mulheres deixam o trabalho por condições salariais e não pela gravidez, impede a abertura do mercado de trabalho feminino, no sentido de ter um trabalho com melhores salários e direitos iguais aos homens.

Diante desses fatos pode se notar que exploração em cima das mulheres brasileiras no mercado de trabalho é causada por uma mistificação dos papeis que elas podem exercer. A conscientização que a indústria deve ter para ajudar a eliminar essa linha de raciocínio de que as mulheres possuem mais limitações que os homens e providenciar igualdade entre os benefícios dos cargos femininos e masculinos é a chave para mudar o estado quo.