A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 04/11/2020
A submissão feminina, culturalmente intrínseca pelo patriarcado, existe desde o início da civilização e, certamente, se manteve presente. A desigualdade de gênero é uma discriminação social que prioriza o gênero masculino em detrimento do feminino e gêneros não binários. Analogamente com ela, está a desigualdade salarial, onde pessoas que desempenham as mesmas funções e possuem a mesma qualificação recebem salários diferentes. Os motivos da diferença salarial são puramente discriminatórios, nesse caso, se trata da desvalorização do trabalho feminino baseado no gênero. Inquestionavelmente, a inferiorização da mulher no mercado de trabalho é um fatore muito presente na sociedade brasileira e cabe ao Estado desenvolver medidas para garantir a igualdade salarial.
Como resultado do patriarcado e do machismo, tanto a desigualdade de gênero, quanto a desigualdade salarial foram enraizadas na sociedade, visto que ambos os fatores colocam o homem como superior na maioria das relações sociais, do trabalho até a estrutura familiar. Segundo uma pesquisa feita pela Organização Internacional do Trabalho, mundialmente, existe uma diferença salarial de 20% entre homens e mulheres que ocupam cargos semelhantes. No Brasil, essa diferença é ainda maior, segundo um levantamento de dados do Cadastro Geral de Desempregados, em 2019, o salário feminino corresponde a 67% do masculino.
Segundo Martin Luther King Jr., “a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”, ou seja, não há justiça enquanto houver injustiça. Enquanto a desigualdade salarial e a desvalorização do trabalho feminino existirem, não haverá igualdade entre gêneros. Segundo uma pesquisa da Ipsos, em 2017, 28% dos entrevistados, no mundo todo, acreditam que não existem diferenças sociais e salariais entre homens e mulheres. Enquanto muitos não acreditam na desigualdade de gênero, mulheres de todo o mundo lutam por reconhecimento e representatividade.
Desse modo, cabe ao Governo Federal e ao Ministério do Trabalho a implementação de medidas que visam acabar com a desigualdade salarial e no ambiente de trabalho. Ademais, é necessária a parceria com centros culturais para que sejam realizadas palestras e exposições sobre o tema, a fim de conscientizar a população dessa situação que afeta imensamente o público feminino. Faz-se necessária a elaboração e o envio de um projeto de lei, de origem popular, à Câmara, com o objetivo de garantir a igualdade salarial de forma definitiva e punir aqueles que a descumprem. É primordial ressaltar que os direitos feminino presentes na Constituição brasileira e incentivar o combate ao sexismo nas escolas, por meio de aulas e palestras explicativas. Assim, o Brasil se tornará uma nação mais desenvolvida, humanitária e justa.