A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 03/05/2020

No século XVIII, com a Revolução Industrial Inglesa, a mão de obra feminina surge como uma opção mais barata do que a masculina. A desvalorização do trabalho das mulheres surge como uma tendência que ainda persiste no Brasil até os dias de hoje, e o machismo cria um ambiente hostil que dificulta uma inclusão efetiva delas no mercado.

Em 2018, a atriz Ellen Pompeo, protagonista de “Grey’s Anatomy” revelou à mídia que recebeu, durante muito tempo, um salário menor do que o de Patrick Dempsey, ator que interpretava seu par romântico na série. Esse caso escancarou o problema da desigualdade salarial que grande parte das mulheres enfrenta devido unicamente ao gênero. Muitos empresários brasileiros justificam a diferença na remuneração com base na ideia de que elas, por conta da maternidade, estariam mais propensas a se ausentar para poder cuidar dos filhos.

Além disso, muitas brasileiras são vítimas de abuso no ambiente de trabalho. Em 2017, o ator José Mayer sofreu acusações de assédio por parte de uma figurinista da Rede Globo, caso que ganhou visibilidade nacional e fez com que, posteriormente, o ator fosse demitido da emissora em razão do episódio. Porém, nem todas as denúncias são tratadas assim já que muitas empresas preferem ignorá-las do que unir esforços para realizar uma investigação séria acerca do problema.

Sendo assim, cabe ao governo resolver esses problemas. Para isso, o Poder Legislativo deve elaborar novas leis que definam a criação de um órgão público específico, com administração feminina, que tenha a função de receber e investigar denúncias de assédio no ambiente de trabalho, enquanto o Poder Judiciário deve investigar as empresas que praticam desigualdade salarial e garantir que elas sejam punidas. Só assim o ambiente de trabalho se tornará mais igualitário e menos hostil às mulheres.