A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 02/05/2020

O livro " O piloto que usava saias “, do autor Robert Serling, conta que ao receber um pedido de admissão para treinamento, o gerente de uma companhia de aviação fica muito impressionado com as mais de quatro mil horas de voo do candidato. Mas descobre, ao mesmo tempo assustado e decepcionado, que o postulante ao cargo era uma mulher. Fora da ficção, infelizmente, as brasileiras ainda sofrem com o preconceito de gênero ao buscarem um ofício. Apesar de a legislação trabalhista garantir a igualdade entre homens e mulheres,  a disparidade salarial e outras formas de discrimanação continuam sendo uma realidade no país.

Primeiramente ,no Brasil Contemporâneo, existem avanços no que tange ao direito da isonomia salarial entre os gêneros. Conforme a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), garante o salário igual,  sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade para todo trabalho de igual valor prestado ao  mesmo empregador. Dessa forma, as cidadãs brasileiras  possuem um amparo jurídico para enfrentar a discrepância salarial no mercado de trabalho. Outrossim, é o comércio da pílula anticoncepicional e de outros métodos contraceptivos,  os quais  possibilitaram que a mulher tivesse controle da gravidez e , dessa forma poder se dedicar mais a carreira profissional e intelectual.

Entretanto, mesmo com o direito constitucional essa minoria continua recebendo um salário menor do que os homens no  país. Segundo a socióloga brasileira Heleieth Saffioti, em sua obra “Gênero, patriarcado, violência” , relata que o patriarcado faz dos usos da categoria gênero para  explorar as mulheres no modelo de sistena capitalista. Nesse sentido, o Brasil que é um país patriarcal, ou seja, as posições de maior prestígio ainda são destinadas ,majoritariamente, aos homens, o que acarreta na desvalorização salarial da mulher no mercado de trabalho. Além disso, esse grupo ainda sofre violências como assédio moral e sexual  no ambiente de trabalho, ocasionado pelo machismo predominante na sociedade brasileira.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para combater a desigualdade salarial entre os gêneros no país. Para isso o Ministério da Justiça deve aplicar multas às empresas que estão ferindo a isonomia salarial, por meio da contratação de fiscais, os quais serão encarregados de periodicamente ir aos  comércios brasileiros ver essa problemática. A fim de que esse crime seja extinto do Brasil e, logo, as mulheres posssam realmente se beneficiaram de seus direitos como trabalhadoras. Somente assim, ocorrerá a diminuição do preconceito de gênero que escritor Robert Serling bem ilustrou no seu livro, uma vez que ainda existe profissões, como no ramo da aviação , de atuação predominante masculina.