A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 27/04/2020

A primeira graduação feminina no Brasil aconteceu somente em 1887, enquanto o reconhecimento do alistamento eleitoral só foi conquistado no Brasil (Rio Grande do Norte) em 25 de outubro de 1927. A representação social sobre a participação da mulher dentro de espaços variados está ganhando reconhecimento na população, porém este avanço é lento.

A inserção da mulher no mercado de trabalho brasileiro ocorreu através de fatores explicados por uma combinação econômica, social e cultural: avanço da industrialização no Brasil, resultou na transformação estrutural produtiva, processo de urbanização e redução das taxas de fecundidade nas famílias.

80% das mulheres presentes no mercado de trabalho são professoras, cabeleireiras, manicures, funcionárias públicas ou trabalham com serviços de saúde. Porém, o casual das mulheres trabalhadoras está no serviço doméstico remunerado, este que apresenta grande incisão de mulheres negras com baixo nível de escolaridade, que possuem os menores rendimentos na sociedade brasileira. Segundo o Sedae - Fundação Sistema Estadual de Análise do Estado de São Paulo - na região metropolitana de São Paulo, no ano 2000, uma a cada cinco mulheres da população economicamente ativa encontrava-se desempregada, um número superior ao masculino.

Por todos esses aspectos, pode-se concluir que transcorre uma dificuldade em separar a vida familiar da vida laboral ou a vida pública da privada, e, além disso, um grande episódio machista ainda presente na sociedade que tende a sequer diferenciar femismo de feminismo.

Mediações possíveis são a difusão de conhecimento para a conscientização do povo no que se trata de direitos que cabem às mulheres, exterminando a ideia de superioridade masculina; participação e colaboração maior dos homens no que se refere a cuidados com filhos e lar, tendo em mente que a participação do pai é essencial para um crescimento saudável de sua descendência.