A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 26/04/2020
Muitas décadas se passaram, e hoje temos a presença de mulheres no mercado de trabalho. Mas isso não é suficiente, porém a desigualdade de gênero ainda permanece nas vidas de muitas delas. A diferença salarial, por exemplo, é uma de muitas injustiças onde o governo juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos já poderiam ter resolvido.
Em décadas passadas, era estimado que os homens sustentavam a casa, por isso o salário masculino era superior ao feminino. Hoje, no século XXI, a modo de ver continua praticamente o mesmo. Segundo ao IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana do que os homens, e ainda contam com um nível educacional mais alto que eles, elas ganham 76,5% do rendimento dos homens, diferença que tem caído ao longo dos anos, mas que ainda existe de maneira marcante. Enquanto o IBGE estima o rendimento médio mensal dos homens em R$ 2.306, o das mulheres cai para R$ 1.764. Uma realidade pérfida que devemos mudar.
Embora as mulheres tenham passado a ter trabalhos remunerados, isso não as isentou do trabalho doméstico. Afinal, normalmente são elas quem limpam a casa, lavam as roupas e cuidam dos filhos. Uma pesquisa realizada pela OIT, Organização Internacional do Trabalho, diz que o aumento da presença feminina no mercado de trabalho poderia injetar R$ 382 bilhões na economia brasileira e isso também poderia gerar R$ 131 bilhões às receitas tributárias.
É visivelmente sísudo a desigualdade de gêneros no Brasil, em específico as mulheres no mercado de trabalho. Com a ação do governo, do ministério da mulher e ministério do trabalho, juntos, esses órgãos poderiam fazer ações onde levariam o reconhecimento da mulher como uma trabalhadora, não apenas uma dona de casa, e também a importância da divisão de trabalhos domésticos. Podem também reduzir, em até 2025, pelo menos 25% da desigualdade na taxa de presença das mulheres no mundo do trabalho, para assim resolver a questão da economia brasileira, que hoje é um dos maiores problemas à ser enfrentados, e que já é argumentado no G20, grupo onde é tratado questões econômicas mundiais.