A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 26/04/2020

Em estudos divulgados recentemente percebemos um crescimento das mulheres no mercado de trabalho, contudo ainda estamos longe do ideal esperado considerando a proporção da população. Logo, a questão merece que atuemos para que isto melhore.

Após a Revolução Industrial a participação das mulheres no mercado de trabalho se deu por ser uma mão de obra desqualificada e mais barata do que a de homens no sistema capitalista. Atualmente, essa realidade tem mudado e muitos estudos apontam um considerável crescimento de mulheres que entram para o mercado de trabalho mais preparadas, e um dos motivos dessa maior inserção, são por elas terem mais acesso à educação, onde 33,7% de mulheres contra 29,4% de homens se formam no ensino médio e 20,4% de mulheres contra 12,1% de homens completam ensino superior, de acordo com o vídeo “As mulheres e o trabalho” do canal se liga nessa história.

Esta qualificação da mulher pela melhora na sua educação, favoreceu um equilíbrio na proporção da quantidade de mulheres em relação aos homens no mercado de trabalho, segundo estudo de 2016 do Ministério do Trabalho que mostra 44% de mulheres na PEA (População Economicamente Ativa). Apesar destes dados, ainda se nota uma realidade com muitas diferenças nas relações de trabalho entre homens e mulheres, exemplo disso é a hierarquização do trabalho, onde homens ocupam mais os cargos de chefia, possuem mais cargos formalizados, o rendimento médio também é maior em relação o das mulheres e a taxa de ocupação masculina também é maior, entre outros.

Tendo em vista essa evolução da mulher no mercado de trabalho, percebemos que é preciso que sejam criadas condições para diminuir essas diferenças que ainda existem, como garantir o cumprimento das leis que garantem a igualdade dos cargos e salários e também conscientizar as pessoas do preconceito que existe relacionado a divisão do trabalho influenciado pela cultura machista na sociedade.