A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 26/04/2020
A mulher brasileira no mercado de trabalho
Na Idade Média, era perceptível uma sociedade pautada majoritariamente no legado patriarcal, em que as mulheres eram excluídas de ofícios prestigiosos e tratadas de forma hedionda. Tal qual este período, a sociedade contemporânea brasileira também apresenta um caráter excludente quanto ás mulheres na ingressão de atividades sociais, principalmente no mercado de trabalho. Desta forma, a sociedade acaba por desvalorizar possíveis contribuições para seu desenvolvimento ao descartar o potencial feminino, gerando-se assim uma maior desigualdade e retardando o crescimento social do Brasil.
A priori, apesar da crescente taxa percentual de mulheres no mercado de trabalho , deve-se ressaltar que os homens ainda ocupam os cargos mais valorizados e intelectuais nas empresas. Isso pode ser demonstrado por uma pesquisa do IBGE, em que constata-se que apenas 41% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres. Visto o panorama supracitado, há de se notar que existe uma grande desigualdade de aceitação entre o homem e a mulher no mercado de trabalho, sendo que a sociedade atual apresenta preconceitos contra a capacidade intelectual feminina.
No que tange a questão da jornada de trabalho, as mulheres possuem uma grande desvantagem em relação aos homens. Tal prejuízo se faz a partir do momento em que a mulher é requerida por padrões sociais a realizar tarefas domésticas . Sendo assim , a mulher que quiser ingressar no mercado de trabalho deverá se submeter á uma dupla jornada de trabalho, desgastando-a gradualmente, enquanto os homens só precisam lidar com as preocupações de seus empregos.
Urge, portanto, a necessidade de adotar medidas que possam mitigar este problema. Para tanto, pode-se primordialmente citar o incentivo ao debate deste tema nas instituições escolares, tanto no nível básico como médio, para que se haja consciência e uma visão crítica acerca desta mazela.
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