A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 26/04/2020

A redemocratização brasileira marcada no final do século XIX com a Constituição de 1988, foi um grande avanço na questão democrática, visando o direito e igualdade para toda a população. Entretanto, na prática, infelizmente ainda é visível as amarras ideológicas, machistas, opressoras e, principalmente repugnantes infringindo e retardando o crescimento democrático sobretudo ao âmbito trabalhista para as mulheres.

Por certo, as mulheres sofrem esse preconceito a longo prazo, pois suas funções antigamente se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Todavia, este fato começou a ter mudança a partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, onde as mulheres começaram a ajudar nas indústrias, como mão-de-obra barata, e isto inseriu definitivamente a mulher na dinâmica produtiva. Porém, a diferença salarial era bastante, as mulheres recebiam 60% dos seus salários a menos que os dos homens.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), elas estão mais presentes nas vagas de emprego, embora ainda abaixo dos homens. O dado é confirmado pelo Ministério do Trabalho no Brasil, que aponta o crescimento da ocupação feminina em postos formais de trabalho de 40,8% em 2007 para 44% em 2016. Visto que, apesar do avanço, o dado não condiz com o percentual de mulheres na população brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elas já são maioria por aqui, com 51,03%.

Contudo, apesar do cenário complexo e desigual, as mulheres têm lutado para conseguir seu espaço, e para que isso aconteça cabe à sociedade civil, o apoio às mulheres e aos movimentos que protegem as mesmas e defendem os seus direitos, expondo a postura machista da sociedade. Além disso, passa a ser a função das instituições de educação promover aulas de Sociologia e História, que enfatizam a igualdade de gênero, por meio de palestras, materiais históricos, com o intuito de amenizar e, diminuir os reflexos do patriarcado.