A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 25/04/2020

A mulher era vista pela sociedade conservadora apenas como futura esposa e mãe dedicada. Era ensinada a como cuidar e manter a organização de sua casa, enquanto o homem tinha acesso a escola desde a juventude ao ensino superior. No mercado de trabalho as mulheres eram humilhadas,discriminadas e exploradas no seu limite físico, trabalhando 16 horas diárias e recebendo salários inferiores aos dos homens. Em 1988 através da Constituição Cidadã, foram reconhecidos os direitos trabalhistas femininos. Apesar desse grande marco para a sociedade, problemas como assédio e diferença salarial no âmbito de trabalho ainda estão presentes na atualidade.

Infelizmente o assédio é algo presente no cotidiano de grande parte das mulheres, causado pela visão que o assediador tem sob o corpo feminino como algo público no qual se pode opinar de forma pejorativa e desrespeitosa. No ambiente de trabalho, assédio é o comportamento de característica sexual imposto, no qual não há o consentimento por parte da mulher, causando constrangimentos, situações vexatórias, humilhantes e de subordinação, que muitas vezes vêm acompanhados por ameaças de demissão ou promessas de promoção.

A desigualdade salarial entre gêneros continua presente no mercado de trabalho. Trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país de acordo com o IBGE. “Mas será que a mulher ganha pouco porque estuda menos?” de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, 60% das pessoas que possuem ensino superior completo são mulheres, enquanto 40% são homens. A desigualdade na renda também se dá muitas vezes pelo pensamento machista das empresas, onde veem a mulher com fraca ou incapaz de realizar determinado trabalho com eficiência e dedicação.

Tendo ciência dessas situações, cabe ao Ministério da Educação instaurar projetos didáticos que mostram a igualdade de direito entre os gêneros desde a primeira escola, pois é uma forma de apresentar aos alunos que independente do sexo todos têm os mesmos direitos, e que os estereótipos impostos pela sociedade no decorrer dos anos são totalmente machistas e conservadoras perante a participação feminina em todos os ambientes. Outra proposta interessante seria aplicar discussões e debates em ambiente escolar envolvendo a comunidade, abordando a participação feminina no mercado de trabalho e a cultura machista ainda presente no dia a dia, pois por meio do diálogo é uma forma da comunidade amadurecer pensamentos perante a sociedade em que vivem.