A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 26/04/2020

Apesar do cenário complexo e desigual, as mulheres têm lutado para conseguir seu espaço, durante muito tempo suas funções se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filho. Afinal, o homem devia atuar como provedor do lar. Esse cenário começou a mudar, sobretudo, a partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial. Porém a participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro tem ganhado  muito destaque.

Ao longo das últimas décadas, foi possível perceber sinais de progresso em termos de igualdade de gênero no mercado de trabalho. Dados dos censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, em 1950, apenas 13,6% das mulheres eram economicamente ativas. No mesmo período, o índice dos homens chegava a 80,8%. Sessenta anos depois, os dados de 2010 mostraram que a participação feminina mais que triplicou, passando para 49,9%. Entre os homens, por outro lado, o dado caiu para 67,1%.

Ainda assim, permanece uma grande diferença entre homens e mulheres em termos de oportunidade e qualidade de emprego. Como a ocupação de cargos gerenciais, em 2016, 60,9% dos cargos gerenciais eram ocupados por homens e apenas 39,1% pelas mulheres e o número diminui ainda mais conforme aumenta a faixa etária. Com isso os homens são mais bem remunerado, os dados IBGE mostram que enquanto eles ganham, em média, R$ 2.251, elas recebem R$ 1.762 (diferença de R$ 489).

Eliminar todos os esteriótipos de gênero é essencial, dessa forma as mulheres serão reconhecidas na vida pessoal e principalmente na vida profissional. Líderes de empresas podem ajudar abrindo portas para que mulheres com potencial de liderança façam conexões e exercícios valiosos, além de também fazerem a diferença ao apoiarem e acreditarem nelas. O governo deve criar leis garantindo a igualdade de gênero no mercado de trabalho.   Assim teremos igualdade para toda a população.