A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/04/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a declaração dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero e ao bem-estar social. Conquanto, a baixa oportunidade das mulheres brasileiras no mercado de trabalho impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
O trabalho é um dos fatores principais no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial - dados de escolaeducaçao.com.br-, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema trabalhista eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nas desigualdades de oportunidades no mercado de trabalho. Segundo o ministério do trabalho, houve um acréscimo de aproximadamente 3,2% do número de mulheres no ramo trabalhista do ano de 2007 até 2016. Diante do exposto, é inadmissível que em um período de quase dez anos apenas uma pequena parcela dessa população tenha se engajado em empregos formais, até porque, elas são vistas como responsáveis por tarefas domésticas e educação dos filhos.
Faz-se mister, ainda salientar a herança de uma sociedade machista como impulsionador destas desigualdades. De acordo com Zygmunt Gaiman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI.Diante de tal contexto, é de grande urgência que a sociedade se questione e não aceite a negligencia do poder público diante das grandes diferenças salariais entre homens e mulheres nos dias atuais.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério do Trabalho ponha em prática o direito à igualdade de gênero, contratando fiscais para observar as empresas e aplicar multas severas as mesmas que excluam ou tratem com diferença essa parcela da população. Dessa forma, o Brasil poderia superar a desproporção dessa conjuntura.