A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 22/04/2020

Desde a antiguidade, sabe-se da diferença existente na sociedade brasileira quando o assunto é gênero, criando um espaço de privilégios e direitos definidos pelo sexo. A mulher, dentro de todo contexto histórico, sempre foi julgada como inferior ao homem em várias áreas sociais, sendo uma delas o trabalho. Dessa forma, torna-se necessário o debate sobre a atual ação da mulher brasileira no mercado de trabalho, com o intuito de desmembrar essa  antiquada ideia de superioridade masculina.

Em primeiro plano, a análise histórica do Brasil diante dessa temática torna-se essencial para o melhor entendimento desse cenário. É importante lembrar que durante o período da industrialização brasileira, ocorrida em 1930 à 1945, a mulher começou a atuar dentro do mercado de trabalho, diferentemente do homem, que desde o período de colonização já mostrava participação trabalhista. Com isso, é notável que a problemática atual vem desde as raízes da história do Brasil, mostrando que o intenso machismo do passado afeta até os dias atuais o cenário político e social.

Sendo assim, foi criada uma cultura em que o trabalho está diretamente ligado ao homem, excluindo a mulher desse direito fundamental e universal, porém, mesmo diante de um preconceito ainda existente, as mulheres conquistaram o seu espaço. Dados do IBGE comprovam isso de forma evidente: Em 1950, menos de 14% das mulheres tinham emprego; já no censo de 2010, 49,9% das mulheres estavam trabalhando. Em síntese, as mulheres estão mostrando a sua capacidade trabalhista, destituindo o machismo atual ao provarem que são tão aptas quanto homens para o exercício do trabalho.

Por fim, medidas interventivas são importantes para resolver a atual problemática. O Governo, com a atuação do Ministério da Educação, pode reforçar desde a educação infantil a importância da mulher na esfera trabalhista, mostrando mulheres importantes e seus feitos para a humanidade desde os primórdios, trazendo então a consciência desde a infância que homens e mulheres trabalham de igual para igual.