A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 27/04/2020

O art. 5º da Constituição de 1988 garante a igualdade de todos perante à lei, sem quaisquer distinções. Entretanto, na prática, a desigualdade entre gêneros configura um problema, sobretudo no mercado de trabalho, que deve ser solucionado. A desvalorização da mulher no emprego manifesta-se, seja pela falta de cargos de liderança, seja pela diferença salarial entre sexos.

Precipuamente, cabe ressaltar que os homens ocupam mais cargos de alto escalão em empresas tradicionais. Segundo o IBGE, em 2017, mulheres ocupavam apenas 31,3% dos cargos gerenciais do país e 13,6% dos cargos relativos à direção. Logo, é indubitável que a manutenção do pensamento machista nas empresas contribui com a conservação de uma sociedade injusta, que afeta diretamente o progresso da carreira das mulheres.

Ademais, destaca-se que homens tendem a ganhar mais que mulheres que exercem a mesma função. A cantora Pitty, num trecho da música “Desconstruindo Amélia”, remete à desigualdade salarial entre sexos: “A despeito de tanto mestrado/ Ganha menos que o namorado/ E não entende o porquê”. A partir da crítica da artista, é notório o modo como pessoas do sexo feminino não só são tratadas com inferioridade, mas também sofrem economicamente por isso.

Em síntese, as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho têm ligação direta com a permanência da mentalidade opressora. Dessa forma, cabe ao governo federal, mediante o Ministério da Educação, incluir nas escolas pautas que abordem o movimento feminista e suas figuras históricas, como Joana d’Arc, por intermédio de pedagogos treinados. Ainda, é imperativo que o Ministério do Trabalho, por meio de órgãos competentes, como a SRT (Superintendência Regional do Trabalho), fiscalize o cumprimento das leis trabalhistas. Assim sendo, o Brasil caminhará a uma sociedade que preza pela igualdade, composto por cidadãos competentes e altruístas.