A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 22/04/2020

De acordo com a ativista Malala Yousafzai, todos não podem ser bem sucedidos quando a metade é retida. Nessa lógica, é evidente que a desigualdade acentuada entre sexos e a pouca representatividade da mulher na sociedade principalmente no ambiente de trabalho retarda o desenvolvimento do país. Essas manifestam-se, ora por meio de diferenças salariais entre os gêneros, ora por questões constitucionais.                            Em primeira análise, cabe ressaltar que a parcialidade salarial é muito grande no país. Segundo a última pesquisa realizada pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o público feminino ganha em média 73,7% do salário recebido pelos homens. Logo, é inequívoco o descaso do governo para a construção de um ambiente de trabalho mais igualitário, e consequentemente, uma sociedade mais justa.                                                 Em segunda análise, consoante a Constituição de 1988, salários devem ser iguais sem distinção de sexo. Ademais, segundo a procuradora Luana Lima Duarte, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo, a notícia do descumprimento dessa regra só chega à Justiça após a demissão da trabalhadora, que decide entrar com uma ação civil contra o antigo empregador. Em vista disso, é indubitável que a lei garantida pela Carta Magna é violada.                                                                                               Em síntese, a indiferença para com as dificuldades enfrentadas pelas mulheres na área de trabalho configura um problema a ser solucionado. Assim sendo, o governo federal, mediante o Poder Legislativo, deve instituir regras e leis mais rígidas, além do maior monitoramento dos documentos e dados de salário dos ambientes de trabalho. Isso por meio da participação popular e da inclusão de novas normas à CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Ainda, cabe aos poderes Executivo e Judiciário afirmarem o cumprimento dessas leis. Por conseguinte, é criado um cenário de desconstrução da injustiça em relação às mulheres do nosso país, bem como de conhecimento relativo ao assunto, formado por cidadãos que pensam como um todo.