A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 19/04/2020

Ao longo do século 20, sobretudo na década de 60, as mulheres, através dos movimentos feministas, lutaram por maior espaço na sociedade. Com efeito, hoje, a presença feminina na economia, política, artes e ciência é cada vez maior. Todavia, apesar de avanços, é fato que a presença dessas no mercado de trabalho ainda é conturbada. Assim, nota-se o machismo como causa dessa realidade.

Inicialmente, conforme a Sociologia, o machismo configura um conjunto de valores em que a mulher deve ser submissa e reservada ao ambiente doméstico. Diante disso, uma das razões da figura feminina ainda sofrer com a desigualdade no mercado de trabalho é a persistência desses valores na sociedade brasileira. Essa moral é oriunda da influência colonizadora, pois com a chegada dos lusitanos nos século 16 nas terras que iriam ser o Brasil fundou-se as bases da sociedade brasileira, ou seja, orientada sob uma perspectiva cristã patriarcal. Assim, a ideia de que a mulher não deve ascender economicamente, bem como ser não autônoma ainda está presente no consciente coletivo cultural do povo, o que dificulta o estabelecimento das mulheres nos setores da economia.

Em decorrência disso, a presença das mulheres no mercado de trabalho brasileiro é marcada pela desigualdade. Não à toa, ainda existem setores trabalhistas que tendem a excluir a participação feminina. Por exemplo, a área de engenharia e mecânica, pois a participação masculina ainda é maior, tendo em vista que a sociedade enxerga essas áreas de forma estereotipada, uma vez que as mulheres não seriam capazes de aturem nessas áreas, pois seriam frágeis, o que não é correto. Além disso, existe a questão salarial. Prova disso é que segundo o IBGE, as mulheres recebem menos pela mesma função executada por um homem na mesma posição laboral.

Posto isso, as escolas devem promover a redução do machismo na sociedade. Isso poderá ser feito por meio de aulas que promovam a igualdade de gênero. Por exemplo, leitura de livros sobre o assunto, como temas feministas. Assim, a mentalidade que coloca as mulheres em situação de inferioridade, o que afeta a presença dessas no mercado de trabalho, começará a mudar. Além disso, o Ministério do Trabalho deve estabelecer a igualdade de gênero no mercado de trabalho. Isso deverá ser realizado através do estabelecimento de um sistema de afirmação, ou seja, um número mínimo de mulheres por empresa, bem como uma base salarial com a finalidade de reduzir a diferença de remuneração entre homens e mulheres para a mesma atividade. Assim, as dificuldades que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho serão atenuadas.