A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 19/04/2020

No limiar da história as mulheres sofreram repressões e foram submissas aos homens, no entanto, uma civilização na antiguidade ganhou destaque, pois, foi governada por uma mulher. Nesse viés, a sociedade egípcia teve como líder a rainha “Cleópatra”. Contudo, a mulher brasileira atuante no mercado de trabalho, ainda sofre com os vestígios do passado, sendo oprimida nas esferas trabalhistas. Não é só a cultura patriarcal, como também os erros na aplicação das leis no Brasil, fazem com que mulheres sejam desvalorizadas nos seus devidos empregos.

A priori, desde a colonização do Brasil a cultura patriarcal manteve-se presente. De acordo com o livro das historiadoras Patrícia Ramos e Myriam Becho, a família colonial era baseada no patriarcalismo, tendo como figura importante o homem, que administrava os negócios e tomava as decisões da casa. Dessa maneira, a mulher era vista como objeto para procriar e não exercia um papel administrativo das propriedades. Por conseguinte, a superioridade masculina foi dando espaço para o machismo, que por sua vez possibilitou desigualdades. Com isso, as oportunidades de um bom salário e cargos de prestígio se tornaram mais distantes para indivíduos do sexo feminino.

Outrossim, as leis brasileiras sofrem deturpação e corroboram na falta de igualdade perante homens e mulheres. Segundo  o artigo 7, da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir a proteção do mercado de trabalho da mulher. Todavia , é evidente que no Brasil essas são reprimidas, já que as condições de trabalho permitem um afastamento das classes femininas e masculinas. Visto que, o homem é predestinado a possuir melhores empregos e com boa remuneração. Conforme um estudo do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres recebem aproximadamente 20% a menos que os homens. Posto isso, mesmo que ambos os sexos apresentem a mesma formação intelectual, sempre haverá uma desvantagem.

Infere-se, portanto, que ainda há problemas com a mulher no mercado de trabalho brasileiro. A fim de que esse problema seja amenizado, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação deve protagonizar palestras no ambiente escolar, e propor propagandas nos meios de comunicação em massa, como: internet, rádio, televisão; contra o machismo, visando um futuro com o patriarcalismo em declínio. Concomitantemente, o Poder Judiciário precisa aumentar a fiscalização no ambiente de trabalho, através  de fiscais que tenham a função de denunciar as desigualdades sofridas por mulheres, construindo assim, uma Nação com diversas “Cleópatras”