A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 17/04/2020
Na animação “Ratatouille”, uma das personagens aborda sua condição de ser a única mulher chef de cozinha naquele restaurante e como isso implica na adequação de uma postura rígida de sua parte. Fora da ficção, um panorama semelhante é visível, já que a mulher brasileira no mercado de trabalho enfrenta desafios para ocupar cargos em determinados setores e está vulnerável a abusos.
Em primeiro plano, é notório como a quantidade de mulheres ocupando cargos altos em empresas é, significativamente, inferior a de homens. Isso porque há uma mentalidade criadora de esteriótipos sobre o gênero feminino, sendo, erroneamente, reconhecido pela instabilidade emocional e pela incapacidade de liderar. Nesse sentido, ser mulher pode se tornar um empecilho para alcançar um cargo, uma vez que a perpetuação dessa mentalidade preconceituosa e incongruente em algumas áreas de trabalho é determinante na contratação de pessoas. Assim, revela-se, hoje, resquícios de um passado machista, já que, por exemplo, na Antiga Grécia, as mulheres eram excluídas de cargos políticos.
Ademais, quando são contratadas, algumas encontram, não raro, um ambiente de violência psicológica e sexual. Nesse contexto, brasileiras têm sua capacidade profissional questionada, têm suas ideias postas de lado ou usadas sem dar o seu crédito devido, têm sua integridade em risco. Prova disso, são as atrizes que difundiram o movimento Me Too - movimento contra assédio e agressão sexual- e denunciaram a violência de homens com quem trabalhavam. Portanto, é necessário estimular a realização de denúncias e a efetivação de processos judiciários.
Destarte, as empresas devem incentivar a criação e o alcance de metas para a inclusão de mulheres em sua instituição, por meio do estímulo da mídia em divulgar empresas com essas atitudes para que outras sigam o exemplo, a fim de promover um número maior de contratações de brasileiras. Assim, com uma maior presença delas, a mentalidade machista poderá ser desconstruída.