A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 17/04/2020
Chico Buarque, em sua composição musical “Mulheres de Atenas”, demonstra as funções que as atenienses exerciam, onde as mesmas não participavam ativamente da sociedade, resumindo-se em atividades domésticas.Quando se trata da mulher brasileira no mercado de trabalho, apesar de muitas conquistas e avanços para o sexo feminino, infelizmente, algumas características de Atenas são notadas.Isso ocorre devido ao machismo dominante e o assédio sexual.
A priori, cabe destacar o papel do machismo quando se trata da brasileira no ramo de atividades trabalhistas.De acordo com a ex-presidente Dilma Rousseff, “a igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um princípio essencial da democracia”.Dessa maneira, observa-se uma discrepância, pois, em virtude de uma cultura machista, onde princípios como: o homem deve ser o chefe da casa, o mesmo é superior a mulher, determinada atividade é exclusivamente masculina; fazem com que a cidadã receba um tratamento desigual.Logo, comprova-se que, com a predominância dessas ideias, a mulher é marginalizada dentro do mercado de trabalho, apesar de ser maioria na sociedade, apresentar um maior nível de escolaridade e viver por mais tempo.
Outro fator de importância do sexo feminino na ocupação profissional no Brasil é o assédio sexual.Em uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho(OIT), cerca de 52% das mulheres já foram vítima de assédio, demonstrando que o mesmo encontra-se presente de forma acentuada.Assim, dentro de determinados ambientes, como nas Forças Armadas, por exemplo, indivíduos do sexo feminino são minoria, pois, além de um local de predominância masculina, muitas não se sentem seguras, mesmo com grande aptidão para os cargos, pois o trauma gerado pelo assédio permanece, gerando conflitos e, mais uma vez, a exclusão da mulher nas atividades trabalhistas.
Portanto, cabe a sociedade, em parceria com o Estado, medidas que visem um crescimento da mulher no mercado de trabalho, como palestras em escolas e espaços públicos sobre o machismo e seus malefícios, a fim de gerar um declínio do mesmo.Também, ao Estado, medidas de fiscalização nas empresas e em órgãos públicos, que busquem diminuir o assédio, assegurando segurança para a mulher.Dessa forma, a presença feminina no mercado de trabalho será harmônica.