A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 18/04/2020
O Brasil é inserido culturalmente numa sociedade patriarcalista, no qual cargos de maior importância são destinados a homens, enquanto cargos de importância familiar são relegados às mulheres. Dessa forma a mulher brasileira no mercado de trabalho enfrenta adversidades pois o trabalho feminino é nutrido como afazer secundário, havendo hierarquização social e divisão de gênero.
A priori, de acordo com a socióloga marxista Heleieth Saffioti, as mulheres foram inseridas no mercado de trabalho na Revolução industrial, no entanto foram mais exploradas do que os homens servindo de mão de obra barata, uma vez que sua renda é tida como secundária no âmbito domiciliar. Nesse contexto, percebe-se que que a supremacia da divisão do trabalho pendura até o século XXI,no qual grande parte do gênero feminino possui uma dupla jornada de trabalho, de acordo com o CMIG 1 as mulheres dedicam cerca de 73% a mais de horas de trabalho domésticos do que os homens, legitimando uma divisão por gênero, no qual ainda é inerente a mulher o trabalho domiciliar.
Outrossim, de acordo com o PNAD cerca de 20,4% das mulheres possuem ensino superior em detrimento de 12,3% dos homens. Apesar de fomentar maior investimento na educação, ainda sim ganham menos que o sexo oposto, desse modo é perceptível uma hierarquização social, pois a figura masculina ainda é idealizada com maior habilidade e competência. Com isso embora seja prescrito pela legislação brasileira a igualdade salarial, as mulheres ainda enfrentam a cultura patriarcal, no qual a identidade feminina é idealizada para o cuidado familiar mesmo possuindo maior grau de conhecimento.
Diante desse panorama, é necessário a inalienação da igualdade salarial da mulher brasileira no mercado de trabalho.É necessário que o poder público ou a população realize um projeto de lei que obrigue as empresas a contratar quantitativamente o mesmo número de homens e mulheres, afim de acabar com a desigualdade de gênero.