A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 16/04/2020

No filme “Estrelas Além do Tempo”, é retratada a história de três mulheres precursoras que enfrentam uma sociedade segregada e machista. Nesse sentido, as protagonistas da obra batalharam para conquistar seus lugares em uma das maiores instituições do mundo, a NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço). A desigualdade salarial e o machismo contribuem na permanência do subdesenvolvimento da sociedade brasileira. Sob tal ótica, esse cenário desrespeita os princípios da luta feminista no Brasil.

De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres compõem metade da população no país e, ao mesmo tempo, não estão inseridas no ambiente de trabalho na mesma porcentagem. Diante deste fato, nota-se uma discrepância que está presente historicamente ao longo dos anos. A mulher, muita das vezes, possui um maior grau de escolaridade, determinação e esforço em relação às suas atividades comparadas ao homem.

É válido ressaltar que, conforme o sociólogo Émile Durkheim, o comportamento humano é baseado na convivência e no pensamento coletivo. Com base nisso, o machismo permanece enraizado entre uma boa parte da população, insistindo na ideia de que mulheres devem ganhar menos realizando a mesma função que o sexo oposto exerce. Nesse sentido, a desigualdade salarial permanecerá no Brasil por um longo período, visto que, esses ideais retrógrados necessitam ser desconstruídos perante a população.

Em suma, o Governo Federal, junto ao Poder Legislativo, por meio de leis e campanhas publicitárias, deve promover ações que garantam a fiscalização e a obrigatoriedade de metade dos funcionários das empresas serem do sexo feminino. Cabe também aos cidadãos compreenderem que medidas precisam ser tomadas para que haja uma sociedade justa. Somente assim, avançaremos na melhora das condições de vida de todos.