A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 07/05/2020
Pode se afirmar que são diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. E uma delas refere-se às relações de gênero, não tão relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social, constituindo, a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na igreja, na família, escola, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade.
Nota-se que as profissões historicamente relacionadas com as mulheres, como o trabalho doméstico, são as que possuem baixa remuneração. Na educação, por exemplo, há uma divisão clara. Os professores que atuam em escolas particulares, no Ensino Médio, onde está centrada a melhor remuneração, são em sua maioria homens. Nas escolas públicas, nos estágios da educação infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, onde estão as menores remunerações, temos quase que unicamente mulheres exercendo a docência.
Convém lembrar que as mulheres brasileiras ainda recebem em média 70% do salário que os homens ganham para executar as mesmas tarefas, nos mesmos postos de trabalho. Além disso, as condições de trabalho e a hierarquia nas instituições ainda desfavorecem as mulheres em relação aos seus colegas do sexo masculino. Os cargos de chefia ainda são exercidos, na maioria dos setores, por homens, mesmo em profissões tidas como historicamente femininas.
Em virtude dos fatos mencionados, torna-se evidente que mesmo que a mulher se sobressaia no mercado de trabalho, ainda existirá preconceitos contra ela. Assim sendo, cabe à sociedade civil, dar apoio às mulheres e aos movimentos que protegem as mesmas e defendem os seus direitos, e acabar expondo a postura machista da sociedade. Além disso, é preciso que as instituições de educação comecem promover aulas História e Sociologia , que enfatizem a igualdade de gênero, por meio de materiais históricos e palestras, com o intuito de suavizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo.