A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 15/04/2020

O papel ocupado pela mulher no mercado de trabalho nunca foi de tanto destaque, mas não é por falta de mulheres atuando, já que no século XXI, quando a presença feminina ocupa quase 50% do mercado formal. Sendo minoria e vivendo em uma sociedade machista, as mulheres são desvalorizadas profissionalmente.

Isso inclui o salário desigual entre homens e mulheres que exercem o mesmo ofício. Segundo o IBGE, as mulheres ganham 20,5% a menos que os homens; sendo assim, o certo seria contratar mais mulheres que recebem menos do que os homens que recebem mais. A verdade é que mesmo recebendo mais, os homens ainda ocupam a maior parte de empregados por terem patrões machistas.

Outro problema é que além de trabalharem fora, as mulheres ainda tem os trabalhos domésticos após ou antes do trabalho formal. Afinal, geralmente são elas as responsáveis por limpar a casa, lavar as roupas, cuidar dos filhos. De acordo com pesquisa do IBGE, as mulheres gastam o dobro de tempo dos homens em atividades domésticas. Enquanto eles gastam em média 10,9 horas por semana, as mulheres gastam 21,3 horas. Sendo assim, elas têm uma jornada dupla de trabalho. Depois de chegar do serviço, ainda precisam dedicar mais horas do dia às tarefas de casa, além de terem uma responsabilidade maior em obrigações de cuidado do dia a dia.

Portanto, o governo brasileiro deve investir em leis que estabeleçam a igualdade salarial dos gêneros, diminuindo o problema de desigualdade entre os sexos no ambiente de trabalho. Por fim, a mídia - juntamente com o governo- deve conscientizar a sociedade sobre a importância de elevar a posição feminina no contexto social através de manifestações pacíficas nas ruas e palestras em escolas e universidades.