A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 18/04/2020
A série canadense “Anne with an e” que é ambientado no fim do século XIX, aborda como um dos temas principais a luta por igualdade entre homens e mulheres. Logo nos episódios iniciais, a protagonista Anne questiona o motivo de não poder realizar as mesmas tarefas que os homens na fazenda. Não distante disso, ainda hoje na sociedade, as mulheres sofrem com empecilhos como esse, relacionados a superação da desigualdade entre os sexos na realização de certas atividades, o que é refletido no mercado de trabalho. Tudo isso, resultado da intensa cultura machista imposta sobre o meio, que contribui para que as mulheres tenham mais desafios trabalhistas.
Uma breve análise geral da história da humanidade, evidencia que a cultura de opressão às mulheres é um problema que vem se disseminando entre as gerações. Na Grécia Antiga, eram vistas como frágeis e submissas e suas atividades eram direcionadas a afazeres domésticos e a procriação, enquanto os homens eram vistos como superiores e detentores das funções mais valorizadas. Essa ideia de inferioridade social das mulheres ainda persiste, diante da existência de uma hierarquização, que demonstra uma divisão sexual do trabalho e os homens como dominadores dos melhores cargos, fazendo com que eles tenham os maiores salários.
Destarte, o sexo feminino continua a lidar com dificuldades para a sua inserção adequada no mercado. Um fator cada vez mais marcante é a dupla jornada da mulher na sociedade moderna, que trabalha fora, e quando volta para casa ainda tem que realizar as tarefas domésticas e cuidar dos filhos, um papel que não é remunerado e tão pouco valorizado. Isso torna-se mais um motivo para que não ocupem cargos mais altos nas empresas, pois os contratantes julgam os homens serem mais produtivos e darem menos despesas, já que por exemplo, com as mulheres pode existir a necessidade de afastamento e de gasto com licença-maternidade, caso venham a ter filhos.
Diante disso, a luta das mulheres por igualdade no mercado de trabalho deve receber maior atenção para que ações sejam tomadas. É importante que nas escolas seja trabalhado o tema de igualdade entre os sexos, para que aos poucos, as novas gerações possam agir desconstruindo pensamentos machistas. Além disso, é necessário um grande número de Auditores Fiscais do Trabalho, para que possam promover maior fiscalização da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), principalmente no que tange a verificação de igualdade salarial, divisão de cargos e cumprimento de licença- gestante, a fim de que as mulheres tenham seus direitos assegurados. Assim, indagações como de Anne se tornarão menos recorrentes.