A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 16/04/2020
A desvalorização da mulher brasileira no mercado de trabalho remonta da industrialização do Brasil, na década de 1940. Onde ficavam em casa para cuidar dos filhos e administrar os lares, enquanto seus maridos, trabalhavam. Foi na década de 1970 que essas, começaram a tomar espaço no mercado, como costureiras, professoras ou funcionárias do comércio.
A priori, as mulheres enfrentaram adversidades para adentrarem no mercado de trabalho, segundo o IBGE, em 1950, somente 14% da população feminina trabalhava, e no senso de 2010, 49,9% era empregada. Números menores se comparados à quantidade de homens empregados, cuja a quantidade diminui de 80% para 67,1%, respectivamente.
Outrossim, uma pesquisa realizada pela empresa Grant Thornton, em 2017, mostrou que nos últimos 13 anos as mulheres ocuparam 25% a mais de cargos de liderança. É o maior percentual já registrado, mas os avanços ainda acontecem a passos lentos: 34% é a porcentagem de empresas que não contam com mulheres em cargos de decisão. No entanto, no Brasil, o número de CEO mulheres é o dobro da média global. Enquanto em 2015, apenas 5% mulheres estavam no comando de empresas, em 2017 este dado ampliou para 16%.
Destarte, tomando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, as mulheres percorreram um êmulo e longo caminho, entretanto, ainda há o que enfrentar. Minoria nas empresas e maioria na sociedade, a porcentagem de mulheres em exercício tende a aumentar ao longo dos anos, e através do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o Governo Federal pode aplicar uma cotar maior da quantidade mínima de mulheres no efetivo de empresas, aumentando o número de mulheres empregadas e dando maiores oportunidades a elas.