A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 15/04/2020

No Brasil, a mulher apresenta um histórico de conquistas no mercado de trabalho. No entanto, ainda é visível a desigualdade e preconceito existente nesse meio. Para solucionar esse problema, instituições sociais e governamentais devem fazer a diferença.

A priori, deve-se evidenciar a desigualdade salarial entre gêneros como um fator causador para o obstáculo vivenciado pelas mulheres do Brasil. Já é demonstrado em diversas pesquisas a diferença entre salários de trabalhadores do sexo masculino e feminino ocupantes do mesmo cargo, sendo que há uma clara vantagem para os homens. A verdadeira causa disso, considerando que já é existente uma lei que defende a igualdade de gênero, é a precária fiscalização proveniente das instituições governamentais para com as empresas empregadoras que, muitas vezes, apresentam justificativas incoerentes para tal ato, como falta de experiência, licença maternidade e tempo de serviço. Devido à essas injustas ações, diversas mulheres se veem desvalorizadas.

Ademais, pode-se considerar que a razão do tratamento preconceituoso com o gênero feminino está diretamente relacionado com a cultura patriarcal enraizada na sociedade brasileira. Por causa da resistência da população masculina, as mulheres entraram tardiamente no mercado de trabalho e ainda sim são obrigadas a com diversas desvantagens impostas pela administração de empresas que favorecem o sexo masculino, como preferência salarial e promocional. Tais desvantagens são relacionadas a mitos de que mulheres são incapazes em seus cargos  ou que dão prioridade ao ambiente familiar. Com isso, o gênero feminino se vê obrigado a se aventurar no empreendedorismo que, muitas vezes, pode ser uma alternativa de muito sucesso. No entanto, nem todas as mulheres têm condições de se tornar empreendedoras. Assim, é completamente necessária a mudança desse triste quadro por meio da influência social das instituições de ensino principalmente.

Portanto, é inegável que os problemas enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho brasileiro são de responsabilidade do Estado que, por meio do Ministério do Trabalho, deve promover nas delegacias do trabalho a ordem de fiscalização dos salários empregados pelas empresas e entrevistas com funcionários, verificando se as condições salariais são justas para as mulheres, objetivando uma maior igualdade de gênero. Por fim, as instituições de ensino podem utilizar de sua influência social para mudar a mentalidade da população a longo prazo de que as mulheres são inferiores, por meio da promoção de atividades esportivas e educacionais que igualem ambos os gêneros. Dessa forma, os ambientes de trabalho se tornaram mais justos e amistosos para o gênero que sempre foi discriminado.