A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 18/04/2020
A Constituição brasileira de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura a todos a igualdade em direitos e deveres.Entretanto,a realidade enfrentada pelas mulheres brasileiras no mercado de trabalho difere desse ideal,tendo em vista as disparidades salariais e de tratamento.Dessa forma,observa-se a negligência governamental e a passividade social como entraves para a garantia da igualdade no mercado trabalhista.
Em primeiro plano,constata-se que a ausência governamental na fiscalização do cumprimento da norma constituicional dificulta a igualdade no mercado de trabalho.Segundo o filósofo Friedrich Hegel," O Estado deve proteger seus filhos".Nesse sentido,a reflexão do pensador evidencia a necessidade da intercessão do governo na “proteção de seus filhos”,que no contexto se dá pela defesa do direito a igualdade prevista na Carta Magna brasileira.
Ademais,analisa-se a falta de apoio da sociedade como fator dificultante a luta pela igualdade.Conforme o americano Robert Putnam,acerca do “Contrato Social”,quanto mais a população atua no funcionamento das engrenagens sociais,menores são os problemas neste meio.Assim, de forma análoga,entede-se que a participação popular na luta por igualdade de direitos é fundamental para a garantir a igualdade de gênero no mercado de trabalho.
Portanto,é necessario resolver o entrave da desigualdande enfrentada pela mulher no mercado de trabalho brasileiro.Dessa forma,cabe ao Governo federal,como instância máxima da administração executiva,atuar na fiscalização de empresas,por meio da exigeênciade relatórios,em que seriam avaladas as condutas em relação aos funcionários a fim de garantir a igualdade de tratamento entre gêneros.Como também,é importante o apoio e a cobrança popular por condições mais justas as mulheres.