A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/04/2020
“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres” a frase da filósofa Rosa Luxemburgo que teve grande importância no século XX. Entretanto, é triste que o sexo feminino ainda não tenha alcançado seu devido e merecido lugar no mercado de trabalho, não só por causa da disparidade nos salários, mas também pela baixa quantidade de posições de comando ocupadas por elas.
É importante destacar, a princípio, que existe uma diferença não só aparente, mas real, nos salários entre os homens e as mulheres. Prova disso é a pesquisa disponibilizada pelo Portal G1 no início de 2018, que mostrou a existência da desigualdade salarial entre os sexos, em todas as áreas de atuação, de até 53%, no Brasil. Dessa forma, é evidente a necessidade de uma solução, já que infelizmente, acomete mais da metade da população do país e que, apesar de a cada ano essa desproporção diminuir, ainda está longe de ser resolvida.
Outrossim, é indubitável que a baixa proporção de pessoas do sexo feminino em detrimento do masculino em altos cargos não seja vista como parte da questão. Segundo dados de 2017 da Catho, empresa que interliga candidatos às vagas de emprego e empresas - referência no ramo, apenas 25% dos cargos de presidência são ocupados por mulheres no Brasil. Nesse contexto, é visível a presença de características machistas na sociedade brasileira, que não valorizam o papel feminino suficientemente, deixando-as em uma situação inferior quanto ao mercado de trabalho.
Deste modo, é necessário que o poder legislativo promova leis que garantam a oportunidade igualitária em todos os níveis e profissões, como a obrigatoriedade do mesmo salário em todas as funções e desconto fiscal para empresas que possuam majoritariamente mulheres em cargos de todos os níveis, principalmente os de alta hierarquia, visando a reparação histórica machista e finalmente alçando os ideais proposto por Rosa Luxemburgo.