A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 18/04/2020
A cidade de Esparta, conhecida pelo seu grande poderio militar, era a única de toda a Grécia antiga que reconhecia o papel de suas mulheres, contudo, este se dava apenas por elas serem de grande importância para a procriação dos futuros guerreiros, sendo vetadas do labor, dependendo de seus maridos. Ainda nos dias atuais, muitas mulheres são privadas de reconhecimento, resultando em desafios, principalmente no mercado de trabalho que ainda é majoritariamente machista. Isso se dá, diante dos esteriótipos históricos deixados, e pela falta de reconhecimento em âmbito educacional.
Na antiguidade, o papel das mulheres era apenas de cuidar da casa e dos filhos, o que só começou a mudar durante a segunda fase da transição demográfica, quando estas começaram a ser inseridas no mercado de trabalho, perante o surgimento de métodos contraceptivos. Todavia, hodiernamente 92% dos trabalhadores domésticos são do sexo feminino, segundo o IBGE, fato que é possível diante dos esteriótipos deixados pelos tabus do passado, uma vez que desde cedo as meninas são incentivadas a buscar um marido e saber afazeres de casa, ao invés de buscar boas oportunidades de trabalho. Além disso, até hoje estes são impasses para se alcançar igualdade salarial e cargos de mesmo nível, por se pensar que a capacidade das mulheres é inferior a dos homens, sendo um conceito retrogrado.
Em meados de 1822, Maria Quitéria lutou pela independência do Brasil vestida de homem, pois naquela época não era permitida a participação de mulheres, e foi a primeira a lutar em guerra pelo Brasil. Além dessa grande mulher, muitas outras realizaram trabalhos incríveis que contribuíram para a construção do país, contudo, são figuras esquecidas em sala de aula, ou lembradas com pouca ênfase diante de seus grandiosos feitos, sendo descartadas e substituídas por outros que não envolvem diretamente mulheres como protagonistas, fazendo com que inspirações como a supracitada sejam deixadas de lado e não contribuindo para a formação dos jovens. Dessa maneira, pela maioria dos nomes lembrados não serem de figuras femininas, muitos acabam não conhecendo e reconhecendo o grande poderio que mulheres trouxeram, contribuindo para uma perpetuação da cultura machista.
Diante dos fatos apresentados, urge portanto, que as Secretarias de Educação implantem nas escolas projetos no mês de março, em virtude da comemoração do dia 08, que mostre a história de mulheres que fizeram história no Brasil, ao fazer menção aos grandes feitos que contribuíram para a conjuntura social. Dessa maneira, por meio de saraus literários onde os alunos possam interagir fazendo apresentações, haja um estímulo à procura do saber pelas histórias dos grandes nomes apresentados nas atividades, e conhecimento da igualdade e direito de todos os gêneros. Para que assim, os jovens expandam suas mentes e façam das futuras gerações, mais justas e igualitárias em todos os âmbitos.