A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 23/04/2020

Durante a Revolução Industrial, ocorrida entre os séculos XVIII e XIX, houve um aumento demasiado tanto da demanda por produção quanto da mão de obra, esta que costumava ser composta apenas por homens. Contudo, esse período trouxe diversas inovações no cenário econômico e também social, como a inserção da mulher no mercado de trabalho. No Brasil, esse processo ocorreu de forma mais lenta devido a um notório preconceito quanto ao trabalho feminino, que é parcialmente responsável pela ineficácia de leis.

A princípio, a divisão sexual do trabalho era vista de forma natural no âmbito familiar, onde cabia a figura materna feminina a função doméstica e a figura paterna masculina o trabalho manual. Porém, com o estopim da Revolução Industrial, viu-se a necessidade de ampliar a mão de obra para acompanhar a expansão desenfreada de diversos setores. Com isso, a mulher é inserida em um mercado de produção conturbado e preenchido majoritariamente por homens, onde essa ainda terá uma remuneração menor e, em alguns casos, uma carga horária maior.

No cenário atual, vê-se que alguns preceitos dessa época ainda perpetuam e geram um contraste no ramo de trabalho. Empregadores justificam contratar menos mulheres devido ao fato da volatilidade do seu cotidiano – e mesmo contratadas, recebem remunerações menores. Além disso, a visão de que a mulher deve exercer a função da figura materna ainda está presente nos dias de hoje, visto que há leis que fornecem licença maternidade e asseguram a permanência no trabalho, apesar da sua ineficácia.

Em virtude disso, é imprescindível a evolução também da mulher brasileira no mercado de trabalho. Para isso, o Poder Legislativo deve elaborar uma lei que exija que uma certa quantidade de contratos seja designada por grau de instrução, sendo a permanência desses designados assegurada pelo Ministério do Trabalho. Com isso, espera-se minimizar as diferenças no mercado de trabalho entre homens e mulheres.