A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 26/03/2020
A realidade do trabalho feminino
Preocupante. Assim pode ser definida a situação da mulher brasileira no mercado de trabalho. São necessárias medidas para combater a desvalorização do trabalho feminino.
Primeiramente, constata-se que existe grande discriminação por parte da sociedade em relação ao trabalho realizado pelas mulheres. Culturalmente, a capacidade do trabalho está relacionada ao sexo masculino e o comportamento feminino é considerado complicado para o mercado. Em contraste a essa cultura, os resultados obtidos por uma consulta realizada pela PNAD apontam que: 20,4% das mulheres possuem Ensino Superior completo, enquanto apenas 12,1% dos homens entram nessa categoria. Grandes empresas preferem contratar homens e pequenas empresas têm preferência pelas mulheres. Esses fatos são justificados pela presença de um preconceito, relacionado à divisão trabalhista que considera o trabalho para as mulheres como algo secundário, tendo como prioridade a família e as tarefas domésticas. Nessa perspectiva, essa situação precisa ser alterada.
Em segundo lugar, é possível observar uma mudança na ideologia presente na sociedade, que considera a mulher como o sexo frágil, diferente do homem. Logo, a mulher passa a representar o sexo forte e na sociedade capitalista, essa ideia tem como objetivo legitimar a exploração da mulher no mercado de trabalho, com múltiplas jornadas. Sobre esse assunto, refletia a socióloga Heleith Saffioti, afirmando que durante a introdução do capitalismo no Brasil houve uma abertura no mundo econômico para as mulheres mas, elas continuaram marginalizadas e eram mais exploradas que os homens. Situação presente ainda hoje somada às precárias condições de trabalho, predominantemente realizados por mulheres dificultam a permanência delas em suas correspondentes atividades. Nesse sentido, esse quadro precisa ser revertido.
Urge que os direitos trabalhistas das mulheres sejam garantidos na prática efetiva, cabe ao Ministério do Trabalho essa função, por intermédio da fiscalização das condições de trabalho; com o auxílio das empresas privadas para garantir equidade salarial para trabalhadores que realizam a mesma função, valorizar o trabalho feminino, diminuir os empecilhos para as mulheres se inserirem no mercado e não sustentar sexismos.