A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 16/03/2020

Em 2018, o número de vagas profissionais ocupadas por homens foi cerca de três vezes maior que o do grupo feminino no Brasil, segundo dados da plataforma digital G1. Esse fato demonstra a fragilidade do sistema público em garantir a igualdade de gênero, a qual por falta de investimentos em programas educativos de estímulo ao reconhecimento do papel da mulher na sociedade, gera o principal problema do país: não equiparidade na obtenção de cargos trabalhistas. Assim, observa-se a necessidade de analisar os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.

A princípio, vale ressaltar o progresso obtido na luta pela igualdade de gênero. Mário de Andrade, importante poeta brasileiro, diz: “o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir”. Tal assertiva faz referência à cidade grega Esparta, onde a mulher era destinada à reprodução sexual e impossibilitada de trabalhar nos principais empregos do período - militar e político. Por tudo isso, a Constituição Federal de 1988 aderiu aos seus artigos o direito à participação da mulher no mercado de trabalho e à igualdade salarial,  para afirmar o grupo feminino como cidadão e, dessa forma, garantir-lhes o direito à participação social e política no país.

Ademais, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados no combate à desigualdade entre os sexos masculino e feminino. Semelhante ao ocorrido em 2018, diversas são as mulheres que não são aceitas para a ocupação de vagas de trabalho. Isso ocorre porque há pouco investimento pelo Ministério da Justiça em propagandas midiáticas, palestras e gincanas escolares capazes de desenvolver uma reflexão social sobre a importância da mulher no mercado de trabalho; isso é algo grave, tendo em vista que não discutir com a comunidade sobre os direitos femininos vai em desencontro com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo objetivo é garantir a equidade.

Depreende-se, portanto, que ações a favor de uma maior ocupação de vagas de trabalho por mulheres devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Ministério da Justiça, órgão responsável por assegurar o acesso aos direitos, deve estimular uma reflexão social sobre a igualdade de gênero na ocupação de vagas trabalhistas, por meio de palestras entre profissionais da área dos direitos sociais e comunidade, gincanas escolares e propagandas midiáticas em período integral, com vistas a valorizar a mulher como ser social. Somado a isso, cabe à população discutir no núcleo familiar alternativas de incentivo a participação da mulher no ambiente de trabalho, com o objetivo de tornar a igualdade de gênero um tema passível de discussão.