A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 10/03/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. O fragmento de Carlos Drummond de Andrade aponta para as dificuldades e conflitos cotidianos da coletividade. Ao se focar à desigualdade de gênero no ambiente profissional, a sociedade se exorta de maneira à menosprezar a figura feminina. Logo, uma atitude preconceituosa, acompanhada de valorização masculina .
Essa indiferença, urge a priori do pífio senso comum do empresariado. De acordo com o IBGE, existe uma desigualdade exacerbada entre homem e mulher no mercado de trabalho ,uma vez que direitos e privilégios contemplados a indivíduos do do sexo masculino, inúmeras vezes se tornam incabíveis à mão de obra feminina. Dessa forma, a remuneração igualitária com o desempenho da mesma função trabalhista, foge dos padrões da realidade.
Outro vetor desse retrocesso, é a deficiência de políticas públicas que beneficiem a prestação de serviço feminina. A “Alegoria da Caverna” de Platão condiz com a realidade brasileira, ao passo que o estado percebe deficiências no meio profissional, mas não intervém de maneira positiva. Tal fator corrobora de maneira exponencial para o aumento da desigualdade trabalhista.
Com o fito de minimizar esse processo, é substancial a atuação do empresariado no combate à essa desigualdade, com direitos e privilégios igualitários, com o intuito de amainar essa mazela; Ademais, cabe ao estado criar políticas públicas para a erradicação de ideias e atitudes pré-formadas em relação à mulher, com a finalidade de promover a equiparação entre os dois gêneros - ações fundamentais para inibir esse quadro de ofensas - e que a “pedra no meio do caminho”, fique para trás.