A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 04/03/2020

Sabe-se que desde sua existência até os dias de hoje, a mulher brasileira tem lutado contra inúmeras causas, a fim de consolidar sua posição no mercado de trabalho. Contudo, essa batalha ainda não se fez totalmente vencida devido ao índice exacerbado de casos de assédio nos ambientes de serviço, além da diferença salarial entre homens e mulheres. Dessa maneira, pode-se dizer que o machismo ainda faz-se presente no Brasil e no mundo, todavia não deveria ser essa a realidade feminina enfrentada.

É notório que, após a inserção da mulher no ambiente profissional durante a Revolução Industrial ocorrida no século XVIII, o trabalho feminino felizmente veio a ser cada vez mais aceito e inserido no Brasil. Entretanto, alguns homens ainda tendem a pensar de maneira retrógrada e desrespeitosa, o que resulta nos casos de assédio que acontecem a cada dia em centenas de companhias ou empresas brasileiras. Tais situações tendem a constranger a maioria das mulheres que sofrem abuso, porém, sabe-se que a linha telefônica 180 atende a denúncias de casos como este, de forma que prioriza o bem-estar e segurança feminina.

Segundo o Ministério do Trabalho, a presença feminina no mercado de trabalho representava 44% em 2016, porém, esse fato não anula a diferença salarial entre homens e mulheres, fato que corrobora a falta de igualdade de gênero quanto aos seus direitos como cidadãs. Logo, infelizmente, a figura feminina se tornou uma mão de obra mais econômica para as empresas, independentemente de exercerem o mesmo cargo que operários masculinos e merecerem o mesmo valor. Outrossim, inúmeros patrões temem a contratação de mulheres devido a possíveis gravidez capazes de prejudicar a assiduidade da operária.

Por conseguinte, faz-se necessária a ação do Ministério da Mulher juntamente às mídias sociais com o propósito de expor os direitos femininos dentro da lei, para que todas estejam cientes de suas virtudes. Assim, junto com a imagem de mulheres empoderadas que lutam a favor dos seus direitos - como a futebolista brasileira Marta, por exemplo - as campanhas direcionadas para o público mulheril seriam eficazes para que, enfim, a luta da mulher no mercado de trabalho não seja mais necessária.