A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 28/01/2020

A aclamada série “Anne with an E” conta a história de uma orfã que, aos treze anos passa a viver com uma mulher e seu irmão. Ao longo da trama, são abordados diversos aspectos sociais como: racismo, sistema de adoção e, o papel da mulher na sociedade. Em um dos episódios da terceira temporada, uma das amigas de Anne é assediada e, a menina decide escrever no jornal da escola sobre a independência da figura feminina. Apesar de ter tido boas intenções a menina é retalhada pelos adultos e só é apoiada por alguns de seus amigos. Não tão distante da ficção, no Brasil do século XXI, é comum encontrar diversas dúvidas em relação a mulher e, principalmente sobre sua entrada no mercado de trabalho. Sendo assim, é de suma importância que haja um debate sobre tal questão.

Em primeira instância é preciso entender que, o número de mulheres trabalhando ainda é inferior ao de homens. Segundo dado do censo de 2010, o número de mulheres empregadas é de 49,9%, enquanto o de homens é de 67,1%. Ademais que, 41,8% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres. Isso devido ao fato de que por um longo período, o dever de sustentar a família era do homem, enquanto era de responsabilidade da mulher cuidar do lar e da família. Ainda em 2020, no interior do Brasil, é comum encontrar famílias nas quais as filhas possuem afazeres domésticos e os meninos não.

Em segunda instância, é necessário abordar a desigualdade salarial entre homens e mulheres que exercem o mesmo cargo. No Brasil tal ato de descriminação é proibido por lei, porém, segundo pesquisa do IBGE, entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país. Segundo a mesma pesquisa, onde há a maior disparidade salarial é na agricultura e no comércio, as mulheres recebem cerca de 35% a menos que os homens. Sendo que atualmente as mulheres correspondem por aproximadamente,43,8% da população brasileira.

Sendo assim, é de suma importância que, da mesma forma que a personagem da série supracitada não ficou calada diante de uma situação de machismo, sejam tomadas as devidas providências. É preciso que o Estado crie formas de diminuir o preconceito contra a mulher dentro do mercado de trabalho. Isso através de projetos escolares que incentive a igualdade de gênero, que mostrem as crianças que meninos e meninas devem ser tratados e respeitados da mesma maneira. Ademais é preciso que a instituição governamental invista em uma fiscalização mais efetiva nas empresas, para que as diferenças salariais reduzam. E além disso, o governo deve reforçar a lei que proíbe a desigualdade salarial e aplicar multas em quem não obedece-lá. tudo isso objetivando melhorar a situação da mulher no mercado de trabalho brasileiro.