A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/11/2019
As amazonas da modernidade
Simone De Beauvoir, filósofa francesa do século XX, diz que: “Não se nasce mulher, torna-se.”, demonstrando as dificuldades encontradas desde o nascimento na vida feminina. Embora as mulheres tenham conquistados vários direitos, como o do voto e do trabalho remunerado, ainda existe uma série de empecilhos contra a valorização do seu trabalho. Assim, seja por fatores históricos socioculturais, seja por omissão estatal, esse problema representa um atraso social e necessita ser revertido.
Em primeira análise, no Brasil, as conquistas femininas ainda são recentes, portanto, apresentam traços conservadores. A Constituição de 1934, durante a Era Vargas, representou um grande avanço para o gênero, pois possibilitou que se candidatassem e o direito de votar. Todavia, percebe-se que ainda são minoria (apenas 15%) no cenário político do país, apesar de serem maioria na população total, logo, é um reflexo histórico da sociedade patriarcal e de exclusão das mulheres, que foi socializado nos aspectos socioculturais do país. Com isso, o número de mulheres acaba sendo menor nos altos cargos sociais no Brasil.
Ademais, o salário feminino também atinge números de diferenças elevados, em que ganham apenas 79% do salário do homem (no mesmo cargo), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por conseguinte, esse é outro fator histórico que tem início na Revolução Industrial do século XVIII, em que as mulheres recebiam menos, devido à baixa produtividade. Porém, atualmente, o Estado deve agir nessa situação, exigindo isonomia salarial das empresas e locais de trabalho, para que o ordenado entre ambos os gêneros seja equiparado e a valorização das mulheres no mercado, aumente.
Em suma, são necessárias medias que aumentem o reconhecimento feminino nos ramos trabalhistas. Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e da Justiça do trabalho, deve realizar uma política de cotas femininas, igualando ao masculino nos setores e cargos públicos. Outrossim, uma nova Reforma trabalhista, que exigiria equiparação salarial nas empresas privadas, além de uma fiscalização para verificação do cumprimento das leis. Desse modo, a mulher ganhará cada vez mais espaço no mercado de trabalho e o preconceito de gênero irá diminuir.