A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 02/11/2019

Desde o período da Antiguidade, relaciona-se a mulher com afazeres domésticos ou maternos, visto que os homens eram responsáveis pela caça e atividades que exigissem força. Dessa forma, por mais que as mulheres estejam em constante busca pelo seu espaço em todos os âmbitos, a permanência desse tipo de associação têm reflexos diretos na sociedade, com enfoque na participação das mesmas no mercado de trabalho.

Sendo assim, mesmo que a participação feminina no ambiente corporativo brasileiro seja crescente atualmente e mostre resultados positivos, principalmente economicamente, a mulher não possui total credibilidade nas propostas e decisões dentro de uma organização, além das diferenças salariais, dificuldades de ascensão, preconceito, assédio, etc. Portanto, é possível enfatizar a influência de fatores sociais e culturais no atual cenário trabalhista.

Além disso, por mais que dados comprovem que as mulheres possuem características de líderes e até mesmo maior porcentagem de ingresso ao ensino superior, por exemplo, a já convencionada sociedade patriarcal e o meio corporativo direcionado à linha de pensamento masculino contribuem para que a mulher esteja numa incessante busca por destaque, visto que não possui o mesmo reconhecimento que um homem. Também, é possível fazer uma estreita ligação dessa realidade com o negacionismo da capacidade feminina, mantido há muito tempo.

Portanto, são medidas para amenizar o impasse a participação efetiva (e não apenas pela obrigatoriedade de 30% nos partidos) das mulheres na política brasileira, a fim de proporcionar maior representatividade e, não só estabelecer leis que asseguram os direitos trabalhistas femininos, mas também ressaltar a capacidade da mulher de tomar decisões significativas. Ademais, mostrar a relevância da atuação feminina dentro do mercado de trabalho brasileiro através de palestras em escolas com mulheres bem sucedidas, afinal tudo se inicia com a conscientização dos jovens.